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Bracell destaca inclusão e empregabilidade no simpósio de 50 anos da SORRI Bauru

Empresa participou de mesa-redonda sobre autonomia e mercado de trabalho e compartilhou experiências e iniciativas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência

A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e os desafios para a construção de ambientes profissionais mais acessíveis e inclusivos estiveram entre os temas discutidos no simpósio “50 Anos da SORRI Bauru – Meio Século Transformando Realidades”, realizado na quarta-feira (16), em Bauru (SP). A Bracell participou do encontro, que celebrou as cinco décadas de atuação da instituição e reuniu profissionais, instituições e representantes da sociedade para debater inclusão, autonomia e direitos das pessoas com deficiência.

Representando a companhia, Juliana Porto, gerente de Saúde Ocupacional e Bem-Estar, e Marcos Sales, engenheiro-sênior de Projetos, participaram da mesa-redonda “Autonomia e Empregabilidade: Rompendo Barreiras no Mercado de Trabalho”. O debate abordou desafios e caminhos para ampliar as oportunidades de inclusão e desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência.

Marcos Sales, engenheiro-sênior de Projetos da Bracell, compartilhou sua experiência como profissional autista e destacou a importância de reconhecer as individualidades para construir ambientes de trabalho mais inclusivos. | Foto: Acervo Bracell.

Profissional autista com altas habilidades e mais de dez anos de experiência no mercado de trabalho, Marcos compartilhou sua trajetória e suas vivências na Bracell. Durante sua participação, chamou a atenção para as barreiras que podem surgir ao longo da jornada profissional, desde a percepção das lideranças sobre as capacidades das pessoas com deficiência até os desafios de integração e convivência no ambiente de trabalho.

Para ele, um dos caminhos para avançar na inclusão é superar a ideia de que a deficiência representa, necessariamente, uma limitação para o desempenho profissional e reconhecer as particularidades de cada pessoa.

“Não existe uma fórmula secreta ou uma receita de bolo para cada área ou cada empresa. A forma de lidar com as barreiras está muito relacionada à individualidade de cada pessoa com deficiência”, destacou Marcos.

Na Bracell, o engenheiro também encontra condições que favorecem seu bem-estar e desempenho profissional. Uma delas é a possibilidade de utilizar um espaço físico do Learning Institute, ambiente com menos estímulos, que o ajuda a recuperar a energia ao longo da jornada de trabalho. “É um espaço com menos estímulos, onde consigo recuperar minha energia e voltar à produtividade”, explica.

A participação da Bracell no simpósio também foi uma oportunidade para compartilhar experiências e ampliar o diálogo com instituições e profissionais que atuam na promoção dos direitos e da autonomia das pessoas com deficiência. “É uma oportunidade de reafirmar que inclusão não é apenas um compromisso institucional, mas uma construção coletiva e diária”, afirma Juliana Porto.

Programa Pertencer: inclusão e desenvolvimento profissional

Na empresa, o compromisso com a diversidade e a inclusão está conectado à estratégia de sustentabilidade Bracell 2030, especialmente ao pilar Empoderando Vidas, que contempla iniciativas voltadas à valorização das pessoas e à promoção de oportunidades.

Uma das iniciativas que traduzem esse compromisso é o Programa Pertencer, voltado à inclusão de pessoas com deficiência e ao fortalecimento de uma cultura de pertencimento. O programa busca criar condições para que profissionais com deficiência possam ingressar na companhia, desenvolver seus talentos e construir suas trajetórias profissionais.

Juliana Porto, gerente de Saúde Ocupacional e Bem-Estar da Bracell, destacou a importância de promover ambientes de trabalho mais inclusivos, que reconheçam as singularidades e favoreçam o desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência. | Foto: Acervo Bracell.

Para Juliana, promover a inclusão significa ir além da contratação e construir um ambiente que reconheça as singularidades e ofereça condições para que cada profissional possa desenvolver seu potencial. “Não queremos apenas adaptar a pessoa ao ambiente de trabalho; queremos também transformar o ambiente para que diferentes pessoas possam pertencer a ele. A inclusão começa quando a pessoa entra, mas só se completa quando ela percebe que pertence de fato ao ambiente de trabalho”, conclui Juliana.

Baseado em princípios como respeito às singularidades, acessibilidade e equidade de oportunidades, o Programa Pertencer conta com uma estrutura de governança formada por lideranças, profissionais de Recursos Humanos e um comitê interno dedicado ao acompanhamento das ações e dos indicadores de inclusão.

Participantes do simpósio de 50 anos da SORRI Bauru, que promoveu debates sobre autonomia, empregabilidade e inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. | Foto: Acervo Bracell.