Skip links

Bracell integra corredores ecológicos e economia circular em ações de restauração

A conservação e a preservação das florestas e da biodiversidade orientam a atuação da Bracell. O modelo de manejo em mosaico, com plantações de eucalipto intercaladas a áreas de vegetação nativa, promove benefícios ambientais significativos. Essa estratégia, atrelada às ações de restauração florestal, favorece a formação de corredores ecológicos e contribui para a conservação da biodiversidade, do solo e dos recursos hídricos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis no uso do território.

O Compromisso Um-Para-Um – conectado ao pilar Paisagens Sustentáveis e Biodiversidade do Bracell 2030 – amplia essa atuação ao apoiar a conservação de áreas nativas para além das unidades de manejo direto da empresa. Em 2025, a Bracell apoiou 301 mil hectares em áreas públicas de conservação, superando a meta estabelecida para o período.

As ações e projetos desenvolvidos por meio do Compromisso Um-Para-Um são construídos de forma colaborativa, em uma estratégia de proteção territorial, prevenção e combate a incêndios florestais, restauração, monitoramento e manejo da biodiversidade. A relação do manejo com a paisagem vai além da responsabilidade de conservar a biodiversidade local, abrindo espaço para ações colaborativas com instituições públicas, organizações ambientais e centros de pesquisa em prol da conservação.

Um dos exemplos de atuação colaborativa está no interior de São Paulo, onde a Bracell desenvolve ações de restauração com foco na formação de corredores ecológicos, por exemplo, em parceria com o Jardim Botânico Municipal de Bauru. A iniciativa busca reconectar fragmentos de vegetação nativa distribuídos em uma região de transição entre Cerrado e Floresta Estacional Semidecidual.

A formação desses corredores amplia a conectividade da paisagem e favorece a circulação da fauna entre diferentes áreas de habitat. Esse deslocamento mais seguro dos animais contribui também para a dispersão natural de sementes, permitindo que espécies vegetais não plantadas originalmente passem a se estabelecer nas áreas em restauração. O resultado é o enriquecimento da vegetação e o aumento gradual da diversidade florística.

O monitoramento da área já registrou a presença de espécies como jaguatirica, veado-catingueiro e quati, evidenciando a importância da conectividade para a conservação da fauna. Esses resultados reforçam o papel dos corredores ecológicos como ferramentas estratégicas para ampliar os ganhos da restauração e fortalecer a biodiversidade em paisagens produtivas.

Uso de resíduos na recuperação de áreas degradadas

Na Bahia, outro exemplo mostra como a inovação e a economia circular podem contribuir para a restauração ecológica. Desde 2022, a Bracell vem testando o uso de resíduos provenientes das operações industriais e florestais na recuperação de áreas degradadas. Cascas e rejeitos de eucalipto, lama de cal e lodo primário passaram a integrar experimentos associados ao plantio de mudas e à adubação verde.

Os primeiros resultados são promissores. O monitoramento apontou cobertura vegetal em 90% do solo, interrupção dos processos erosivos e desenvolvimento das mudas acima da média observada nos experimentos. A iniciativa demonstra o potencial de transformar resíduos em insumos para acelerar a recuperação ambiental, contribuindo para a circularidade dos processos e para a regeneração dos ecossistemas.

Essas ações reforçam a visão da Bracell de que conservação, restauração e produção florestal podem caminhar juntas. Ao integrar ciência, inovação, manejo responsável e parcerias de longo prazo, a companhia contribui para a construção de paisagens mais conectadas e resilientes, conciliando o cultivo sustentável do eucalipto com a proteção dos recursos naturais.